Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

Casa Branca pediu a FBI que desmentisse relação de campanha de Trump com a Rússia

Informação foi revelada por fonte palácio do governo americano

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 02h07

WASHINGTON - O chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, pediu ao vice-diretor do FBI, Andrew McCabe, que desmentisse as reportagens que revelaram que assessores da campanha de Donald Trump estavam frequentemente em contato com agentes de inteligência da Rússia durante as eleições, segundo um funcionário do palácio do governo americano. O caso foi revelado pela CNN.

No começo do mês, o New York Times informou que agências norte-americanas interceptaram telefonemas no ano passado entre funcionários russos de inteligência e membros da equipe de campanha de Trump. O caso provocou a queda do então indicado para conselheiro de Segurança Nacional, general Michael Flynn.

A discussão de Priebus com McCabe provocou indignação entre alguns democratas, que disseram que o governo está violando políticas destinadas a limitar as comunicações entre o FBI e a Casa Branca sobre investigações em curso.

"A Casa Branca simplesmente não tem permissão para pressionar o FBI a fazer declarações públicas sobre uma investigação em curso do presidente e de seus conselheiros", disse deputado democrata John Conyers, de Michigan.

Um memorando de 2009, assinado pelo então procurador-geral, Eric Holder, diz que o Departamento de Justiça deve aconselhar a Casa Branca sobre investigações criminais ou civis em curso "somente quando for importante para o desempenho das funções do presidente e apropriado de uma perspectiva de aplicação da lei".

Quando esse tipo de comunicação ocorrer, o memorando diz que deve envolver apenas os funcionários de mais alto nível da Casa Branca e do Departamento de Justiça.

O funcionário da Casa Branca não comentou quando perguntado se a administração estava preocupada com a adequação das comunicações de Priebus com McCabe. Ele não foi autorizado a divulgar o assunto publicamente e insistiu no anonimato. / AP

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