EFE/EPA/ADAM SCHULTZ / WHITE HOUSE
EFE/EPA/ADAM SCHULTZ / WHITE HOUSE

Casa Branca retoma tradição e volta a ter mascotes presidenciais

O som de latidos volta a ser ouvido novamente na sede da presidência americana após a chegada dos cães do presidente Joe Biden: Champ e Major

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2021 | 07h00

WASHINGTON - O som de cachorros voltou a ser ouvido na Casa Branca após a chegada dos cães do presidente Joe Biden: Champ e Major. Os dois pastores alemães são os primeiros animais de estimação a viver no mansão exclusiva desde o governo do ex-presidente Barack Obama.

Major ficou famoso no cenário nacional no ano passado depois que Biden, então presidente eleito, quebrou o pé direito enquanto brincava com o cachorro em sua casa em Wilmington, Delaware.

A família Biden adotou Major em 2018 da Delaware Humane Association. Champ juntou-se à família após a eleição de 2008 que trouxe Biden à vice-presidência.

Durante a campanha presidencial no ano passado, um grupo de apoio a Biden, o Dog Lovers for Joe (Amantes de cães por Joe, em tradução livre) lançou um vídeo que lembrava todos os ex-presidentes americanos que tiveram um cachorro na Casa Branca.

Os cães se mudaram para a Casa Branca no domingo, após a posse de Biden na semana passada. "A família queria se instalar primeiro antes de trazer os cães de Delaware", disse Michael LaRosa, porta-voz da primeira-dama Jill Biden. "Champ está desfrutando de sua cama nova perto da lareira e Major adorava correr pelo gramado ao sul."

Os cães puderam ser ouvidos latindo perto do Salão Oval na segunda-feira, quando Biden assinou uma ordem executiva retirando a proibição implementada pelo governo anterior que impedia transgêneros de servir nas Forças Armadas.

Na semana passada, a Delaware Humane Association co-patrocinou uma arrecadação de fundos virtual para celebrar a promoção do filhote Major de cachorro de abrigo a cachorro presidencial. Mais de US$ 200 mil foram arrecadados.

Os Bidens haviam prometido levar os cães com eles para a Casa Branca. Eles planejavam adicionar um gato à família, embora nenhuma informação tivesse sido divulgada sobre a chegada do gato.

Durante uma videoconferência em que respondeu a perguntas do público, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, previu que o gato vai "dominar a internet" quando chegar.

O antecessor de Biden, Donald Trump, conhecido pela sua fobia aos germes, rompeu com essa tradição presidencial - e com muitas outras - e nunca teve um mascote na Casa Branca. 

Assim como fazem com as pessoas comuns, os animais de estimação das pessoas mais poderosas do mundo proporcionam a seus donos conforto, entretenimento, dramas ocasionais e, em geral, boas relações públicas.

“Os animais de estimação têm desempenhado um papel importante na Casa Branca ao longo das décadas, não apenas porque proporcionam companhia aos presidentes e suas famílias, mas também porque humanizam e suavizam suas imagens políticas”, disse Jennifer Pickens, autora de um livro sobre animais de estimação na Casa Branca.

Pickens acrescentou que espera que a decisão de Biden de levar um cão resgatado para a Casa Branca inspire outros a adotar animais./AP e AFP  

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