REUTERS/Aaron P. Bernstein
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Casa Branca sabia de risco de chantagem russa a conselheiro

Ex-procuradora-geral dos EUA prestou depoimento à Comissão de Justiça do Senado e afirmou ter alertado a presidência Trump sobre os contatos de Michael Flynn com Moscou

O Estado de S. Paulo

08 Maio 2017 | 21h17

WASHINGTON - A ex-procuradora-geral dos Estados Unidos Sally Yates participou nesta segunda-feira, 8, de uma audiência no Senado e afirmou que alertara a Casa Branca sobre os contatos do ex-conselheiro para segurança nacional Michael Flynn com o embaixador de Moscou em Washington, Serguei Kislyak.       

Flynn havia sido levado ao governo por Donald Trump, mas teve de deixar o cargo em fevereiro, após a revelação de que tinha ocultado contatos telefônicos com a diplomacia da Rússia em dezembro, ainda antes da posse do republicano.       

As ligações foram interceptadas pelo FBI e captaram conversas sobre as sanções impostas por Barack Obama por conta da suposta interferência do Kremlin nas eleições vencidas por Trump. Em seu depoimento ao Senado, Sally disse que avisara a Casa Branca que Flynn poderia ser "chantageado pelos russos".       

Esse alerta foi feito ao conselheiro Don McGahn em pelo menos três ocasiões, sendo duas pessoalmente e uma por telefone.       

Perguntada sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e representantes de Moscou, a ex-procuradora-geral não quis responder. "São informações confidenciais", disse.       

Sally ocupou o cargo apenas de maneira interina e foi demitida após ter se recusado a defender o decreto anti-imigração do governo. Atualmente, o Departamento de Justiça, que é comandado pelo procurador-geral (Jeff Sessions), conduz uma investigação sobre a suposta interferência russa para beneficiar Trump.   O caso também é debatido pela comissão no Senado que interrogou a ex-procuradora.

Ainda hoje, TVs americanas reveleram que o próprio ex-presidente Barack Obama aconselhou  Trump a não contratar Flynn. / Ansa 

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