Casa Branca tenta apagar efeitos de erro em discurso

A conselheira de Segurança Nacionalda Casa Branca, Condoleezza Rice, e o secretário de Defesa,Donald Rumsfeld, empreenderam no fim de semana uma ofensiva paratentar neutralizar o impacto da admissão pelo governo de que opresidente George W. Bush não deveria ter acusado o Iraque deter tentado comprar urânio do Níger. Bush retornou sábado de umavisita à África e não falou sobre o assunto.A acusação foi feita em janeiro no Discurso do Estado da União mas, na semana passada, o diretor da Agência Central de Informações (CIA), George Tenet, admitiu que ela não era suficientemente crível para ser inserida no pronunciamento. No discurso, Bush disse: "O governo britânico descobriu que Saddam Hussein recentemente buscou quantidades significativas de urânio na África." No entanto, ficou comprovado que vários documentos sobre essa alegada intenção de compra eram falsificados.Condoleezza e Rumsfeld deram entrevistas para as principaisTVs do país, nos horários nobres, claramente para impedir que aquestão contribua para ampliar a tendência de queda napopularidade de Bush. Pesquisas de opinião divulgadas antes do caso indicavam perdade apoio por causa da economia, problemas no setor de saúde e aescalada de ataques aos americanos no Iraque.

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