Corey Perrine / AP
Corey Perrine / AP

Casa de dentista americano que matou leão Cecil é vandalizada

Vândalos picharam "assassino de leões" na porta da garagem e teriam espalhado pedaços de carne na entrada de carros

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 15h36

TAMPA. FLÓRIDA - Vândalos picharam as palavras “assassino de leões” em uma casa de férias que é propriedade do dentista americano que matou o leão mais famoso do Zimbábue, relataram autoridades nesta quarta-feira, 5.

Os danos infligidos à residência de Walter Palmer estão sendo investigados como delito criminal, disse o capitão David Baer, da polícia de Marco Island. O ato de vandalismo foi reportado na terça-feira, e as autoridades do sudoeste da Flórida ainda não determinaram quando ele ocorreu.

Além de picharem a porta da garagem, os vândalos espalharam pés de porco marinados na entrada de carros, segundo Walter Zalisko, dono da Global Investigative Group, empresa privada contratada para proteger a propriedade. Ele declarou que a casa estava vazia no momento da ação.

A polícia de Marco Island não conseguiu confirmar a informação sobre os pés de porco, que foram relatados e fotografados pela mídia local.

Palmer, de 55 anos, recebeu ameaças nas redes sociais, e foram realizados protestos diante de seu escritório no subúrbio de Minneapolis. Ele declarou estar “profundamente arrependido” de ter matado Cecil e que acreditava que a caça era legal. Palmer, que não tem falado com a imprensa, não foi localizado para comentar.

Câmeras de segurança estão sendo instaladas para filmar veículos do lado de fora da casa de férias, que se localiza em uma tranquila rua sem saída, disse Zalisko. Palmer comprou o imóvel por 1,1 milhão de dólares em 2013.

Julgamento

O julgamento do caçador zimbabuano que organizou o safári em que Palmer matou Cecil, Theo Bronkhorst, foi adiado para o dia 28 de setembro, informou hoje o grupo Bhejane Truste.

A defesa de Bronkhorst solicitou o adiamento para que um prestigiado advogado de Harare, que está ocupado até o final de setembro, possa assessorá-lo no caso. A circunstância foi levada em consideração pela magistrada Lindiwe Maphosa.

Bronkhorst é acusado de "não impedir uma caça ilegal", depois que sua empresa de safáris organizou a caça com arco e flechas, que contou com a participação de Palmer, nos arredores do parque nacional de Hwange. /REUTERS e EFE

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