Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Casa de Kirchner é atacada na Argentina

A casa do presidente Néstor Kirchner na cidade de Rio Gallegos, província de Santa Cruz, foi alvo de um confuso atentado protagonizado pelo guarda de uma empresa de segurança privada. O caso ocorreu no sábado, 28, quando José Walter Alarcón roubou o caminhão de um supermercado e percorreu 30 quarteirões - dos quais dez na contra-mão - a toda velocidade, em direção à casa do presidente.Alarcón só não conseguiu jogar o caminhão contra a casa porque o veículo subiu no meio-fio e capotou a 20 metros da residência. No trajeto, ele bateu em sete carros e atropelou uma mulher idosa, que está em estado grave.Esta é a primeira vez, desde a volta da democracia, em 1983, que um presidente argentino é alvo de um atentado por parte de civis. No fim da tarde deste domingo, o ministro do Interior, Aníbal Fernández, declarou que Alarcón, de nacionalidade chilena, ?não era louco?. Segundo ele, o autor do atentado estava perfeitamente consciente de seus atos. A polícia encontrou em sua casa uma planta da casa do presidente Kirchner. Apesar da declaração de Fernández, Alarcón, ao ser detido, gritava: ?Vocês não sabem que existem dois grupos? E que o nazista (em alusão a Kirchner) precisa ser eliminado imediatamente??.Há vários meses que Kirchner não visita o casarão de Rio Gallegos. No entanto, a residência é utilizada com freqüência por seu filho mais velho, Máximo Kirchner, e pela mãe do presidente. Na hora do ataque, ninguém estava em casa.O ministro Fernández sugeriu que por trás do atentado esteja o movimento sindical dos professores públicos, que há dois meses realiza protestos por melhores salários em Santa Cruz, feudo político que Kirchner controla há 16 anos.

Agencia Estado,

29 de abril de 2007 | 22h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.