Casal acusado de matar filha no Catar processa empresa americana

Matt e Grace Huang entraram com uma ação por negligência, demissão injusta e imposição de sofrimento emocional contra a empresa que os enviou ao país árabe a trabalho; eles alegam que não foram treinados ou alertados sobre diferenças culturais

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2014 | 06h00

LOS ANGELES - Um casal da Califórnia que foi mantido preso no Catar por um ano antes de ter excluída a acusação contra ele de ter matado a filha adotiva de 8 anos está processando a firma americana para a qual trabalhava e o enviou ao país árabe. 

Matt e Grace Huang entraram com uma ação por negligência, demissão injusta e imposição de sofrimento emocional contra a empresa MWH Global, na segunda-feira, na Corte Superior do Condado de Los Angeles, como noticiou o jornal Los Angeles Times

Os Huangs foram presos no Catar em 2013 sob a acusação de deixar morrer de fome a filha adotiva deles. Gloria, de 8 anos, nasceu na África. Segundo seus pais adotivos, ela tinha um distúrbio alimentar causado por giárdia, uma infecção parasita que causa vômito e perda do apetite. 

O casal, originalmente de Temple City, subúrbio de Los Angels, passou quase um ano na cadeia. Um tribunal de apelações finalmente retirou a condenação por colocar filhos em situação de perigo e o autorizou a deixar o Catar na semana passada. 

A empresa de engenharia MWH, com sede no Colorado, enviou Matt Huang, um engenheiro civil, para trabalhar no sistema de drenagem do Catar construído para a Copa do Mundo de 2022.  

No processo, o casal argumenta que a empresa falhou em fornecer segurança ou treinamento sobre a cultura do país para o qual foi mandado e onde a adoção é ilegal e famílias miscigenada não são aceitas. Matt disse ter sido atacado fisica e sexualmente na prisão e reclama que a MWH o demitiu depois de abandoná-lo. 

A família teve de vender sua casa e fez uma dívida de mais de US$ 2 milhões em razão da batalha jurídica no Catar, de acordo com o processo. A companhia negou todas as acusações. / AP

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