Casal armado ataca sede da polícia em Istambul

O episódio marca o terceiro incidente violento na maior cidade da Turquia em pouco mais de 24 horas

O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2015 | 15h09

ISTAMBUL - Um casal armado atacou a sede da polícia em Istambul nesta quarta-feira, 1º, dando início a um tiroteio que acabou com a morte da mulher e um policial ferido. O episódio marca o terceiro incidente violento na maior cidade da Turquia em pouco mais de 24 horas, depois de militantes de esquerda terem feito refém um promotor num tribunal, na terça-feira, e de um homem armado ter entrado no escritório do partido governista nesta quarta-feira.

Nenhum grupo havia assumido a autoria do ataque contra a delegacia, mas o governador de Istambul, Vasip Sahin, disse que tudo começou por volta das 18h (horário local), quando um homem e uma mulher segurando rifles atiraram contra a policiais na entrada da sede local da polícia, que fica perto da Cidade Velha. A mulher foi morta durante o tiroteio, mas seu cúmplice fugiu, disse o governador.

Emissoras de TV turcas mostraram imagens do corpo da mulher, enquanto unidades da polícia isolavam as ruas próximas. A mulher estaria carregando uma bomba, segundo informações da agência Associated Press.

Na noite de terça-feira, forças especiais invadiram um tribunal de Istambul para libertar um promotor que havia sido refém por dois homens armados. Os dois homens foram mortos, mas o refém ficou gravemente ferido e morreu posteriormente no hospital.

Após participar do funeral do promotor morto, o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, prometeu rastrear os cúmplices, dizendo que os dois homens fizeram ligações telefônicas internacionais durante o impasse, que durou seis horas.

Davutoglu não revelou para qual país os homens fizeram as ligações, mas afirmou que o governo divulgará mais informações na medida em que as investigações prosseguirem.

"Eu dei ordens para a realização de todo tipo de operação contra quem quer que tenha ligação com o incidente, onde quer que esteja", disse Davutoglu. "Ninguém deve pensar que o ataque ficará sem resposta." "Devemos descobrir de onde veio a ordem. Vamos investigar quem está por trás desta rede", acrescentou.

Em discurso realizado durante o funeral do promotor Mehmet Selim Kiraz, Davutoglu disse que o objetivo do ataque ao tribunal era criar o caos antes das eleições gerais no país, marcadas para 7 de junho. Ele criticou a oposição por não ter participado do funeral e afirmou que o tribunal será renomeado em homenagem a Kiraz. / DOW JONES NEWSWIRES e ASSOCIATED PRESS

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