Casal chinês acha nos EUA filho perdido há 19 anos

Menino, na época com cinco anos, sumiu em uma área de barraquinhas de comida da cidade de Nanquim; ele se nega a conhecer os pais genéticos, porque acredita que o abandonaram

Efe,

23 de maio de 2011 | 05h03

PEQUIM - Um casal da província oriental chinesa de Anhui descobriu que seu filho, perdido há 19 anos, foi adotado por um casal nos Estados Unidos, relatou nesta segunda-feira, 23, o jornal oficial China Daily.

 

Li Xuwen e sua esposa Fu Guihua, moradores da localidade de Fanchang, perderam em 1992 seu filho, então com cinco anos, em uma área de barraquinhas de comida de Nanquim, quando estavam visitando a cidade do leste da China.

 

Durante quase duas décadas, o casal procurou sem descanso o menino, mas só nos últimos quatro anos achou uma pista para que permitiu encontrá-lo, ao se informarem que uma delegacia de Polícia de Nanquim tinha trabalhado no caso de um menino extraviado na mesma data na qual eles perderam seu filho.

 

Aparentemente, a polícia, ao passar os dias sem que a criança fosse reclamada, o levou a um centro de amparo para meninos abandonados, onde permaneceu até que foi adotado por um casal dos EUA em 1995.

 

O menino, conta a informação, é agora um estudante universitário que se nega a falar com seus pais genéticos, porque acredita que o abandonaram.

Seu pai assinalou a China Daily que acredita poder se reunir um dia com seu filho para explicar-lhe que ele e sua esposa o procuraram por anos e não se tratou de um abandono proposital.

 

Os EUA e a Espanha foram os principais destinos das crianças chinesas adotadas - especialmente meninas - nas últimas décadas, embora recentemente o tempo de espera para a entrega de menores em adoção tenha aumentado bastante.

 

A China argumenta que isto se deve a que por convenções internacionais é obrigada a dar prioridade nas adoções aos casais chineses, o que a levou a aumentar as limitações para os casais estrangeiros interessados em adotar crianças do país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.