Casal é acusado de vazar informações nucleares secretas dos EUA

Agente do FBI se passa por funcionário do governo venezuelano e incrimina suspeitos

Associated Press

17 de setembro de 2010 | 16h03

WASHINGTON - O FBI prendeu nesta sexta-feira, 17, um cientista e sua mulher acusados de tentar vender informações nucleares secretas dos EUA.  Ambos trabalham para o laboratório de energia  de Los Alamos, berço do programa nuclear americano. Eles foram levados para uma tribunal federal no Estado do Novo México.

 

O casal está sendo indiciado por supostamente passar informações secretas sobre armas nucleares para uma pessoa que eles acreditavam ser um agente do governo venezuelano. As detenções ocorreram depois que um agente do FBI se passou por funcionário de Caracas.

 

Em nota, porém, o Departamento de Justiça deixa claro que "nem a Venezuela e nem alguém trabalhando para o país sul-americano procurou tais informações secretas". Além disso, o Departamento esclarece que "não há acusações contra nenhum venezuelano".

 

Pedro Leonardo Mascheroni, de 75 anos, argentino naturalizado americano, e Marjorie Roxby Mascheroni, 67, são contratados do Laboratório Nacional Los Alamos. Eles enfrentam acusações de 22 crimes. Se condenados, eles podem pegar prisão perpétua.

 

Segundo o inquérito, Mascheroni disse ao agente disfarçado do FBI que ele poderia ajudar a Venezuela a desenvolve uma arma nuclear dentro de dez anos. Para isso, Caracas usaria um reator nuclear secreto subterrâneo para enriquecer plutônio e uma usina abertamente conhecida para produzir energia nuclear.

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