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Casal é detido nos EUA quando planejava ingressar no Estado Islâmico

James Bradley e Arwa Muthana foram presos enquanto tentavam embarcar em um navio com destino ao Iêmen para se juntar ao grupo terrorista

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2021 | 01h33

WASHINGTON - Um casal americano foi indiciado na quinta-feira, 1º, por apoiar o Estado Islâmico (EI) e tentar embarcar em um navio com destino ao Iêmen para se juntar ao grupo terrorista, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

James Bradley, 20, de Nova York, e Arwa Muthana, 29, do Alabama, foram presos na quarta, 31, enquanto atravessavam a passarela para chegar até uma embarcação de carga em Newark, Nova Jersey.

O Departamento de Justiça disse que Bradley - também conhecido como Abdullah - expressava opiniões extremistas e violentas desde 2019 e, em contato com um agente secreto no ano passado, afirmou repetidamente que admirava o grupo do Estado Islâmico.

Ele também disse ao agente que estava disposto a realizar um ataque a um alvo nos Estados Unidos, possivelmente a Academia Militar norte-americana, em West Point.

Bradley já havia chamado a atenção do FBI depois que um amigo seu foi preso em 2019 quando planejava viajar ao Afeganistão para se juntar ao Taleban, de acordo com um processo judicial.

Desde então, ele "continuou a expressar seu desejo de realizar atos violentos em apoio à ideologia islâmica radical, direcionou seu apoio e fidelidade ao EI e tentou viajar para o exterior para se unir e lutar pelo EI", explicou o FBI.

De acordo com o Departamento de Justiça, os investigadores apreenderam, em um quarto anteriormente usado por Bradley, o que parece ser  imagens desenhadas à mão de uma bandeira jihadi, comumente usada pelo EI, e um mapa da região do Paquistão.

Por fim, Bradley decidiu ir para o Iêmen para se unir ao grupo terrorista ao lado de Arwa, uma mulher com quem ele se casou em janeiro de 2021, em uma cerimônia com tradições islâmicas. "A ameaça de terrorismo em casa e no exterior persiste", disse o procurador-geral adjunto, John Demers.

Tanto Bradley quanto Arwa podem pegar até 20 anos de prisão sob a acusação de conspirar para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira./ AFP

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