REUTERS/Charles Platiau/File Photo
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Casal é preso por envolvimento em caso de carro encontrado em Paris com cilindros de gás

No total, quatro pessoas estão detidas para investigações; outro casal havia sido preso na terça-feira e a polícia procura a filha do proprietário do veículo

O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2016 | 14h55

PARIS - A polícia da França, que investiga a descoberta de um carro repleto de cilindros de gás perto da catedral de Notre Dame, em Paris, prendeu um segundo casal em relação ao caso, disse uma fonte do judiciário.

A descoberta de um Peugeot 607 na noite do sábado 3 com sete cilindros de gás, seis deles cheios, desencadeou um inquérito de especialistas em contraterrorismo no país em que mais de 200 pessoas morreram em ataques no último ano e meio.

Na terça-feira 6, fontes da polícia disseram que não havia nenhum dispositivo de detonação no carro, mas a existência dos cilindros com diesel aumentou os temores de que havia um plano para explodir o veículo.

As duas prisões realizadas na quarta-feira elevam para quatro o número de pessoas sob custódia da polícia, que agora procura a filha de 19 anos do proprietário do carro. Um primeiro casal, de 34 e 29 anos, havia sido preso em uma rodovia na terça-feira no sul da França.

O carro foi encontrado em uma rua que margeia o rio Sena a alguns metros de Notre-Dame. Documentos com escritos em árabe também foram encontrados no carro, que não tinha placas e foi deixado com as luzes de emergência ligadas.

O dono do automóvel foi posto detido no começo da semana, mas liberado mais tarde. Ele havia procurado a polícia no domingo para relatar que a filha havia desaparecido com seu carro, disseram autoridades. A jovem, dizem autoridades, é conhecida por ter expressado o desejo de ir para a Síria, onde dezenas de pessoas radicalizadas da França e de outras nacionalidades se juntaram às fileiras do grupo Estado Islâmico.

A França continua em alerta máximo devido ao medo de novos ataques contra o país, que está participando de bombardeios às bases do EI no Iraque e na Síria. /REUTERS

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