Timothy D. Easley / AP
Timothy D. Easley / AP

Casal gay oficializa união após prisão de escrivã no Kentucky

Kim Davis foi detida por não realizar casamento; Justiça determinou que funcionários que agissem igual teriam o mesmo destino

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 11h01

WASHINGTON - Um cartório do Kentucky, nos EUA, realizou nesta sexta-feira, 4, o casamento de William Smith Jr e James Yates, após cinco tentativas frustradas, provocadas pela negativa de uma funcionária do local em emitir a certidão por razões religiosas.

Kim Davis foi presa por se negar a realizar o casamento e a Justiça Federal determinou que os outros funcionários que tentassem impedir a concessão da licença teriam o mesmo destino. Católica, ela alega razões religiosas para não autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O juiz do caso, David Bunning, ofereceu à escrivã três opções: realizar o casamento, deixar que outros funcionários o fizessem ou a cadeia. Ela escolheu ir presa. 

Joe Davis, marido de Kim, disse que ela passou bem a noite na prisão e realizou um protesto contra a realização do casamento, segurando a placa "Bem-vindos a Sodoma e Gomorra" em frente à prisão.

Dos seis funcionários do cartório, apenas um, que é filho de Kim, recusou-se a conceder licenças de casamento para casais gays. / AP

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