Casal perde direito à custódia das "gêmeas da Internet"

Um casal britânico fracassou hoje em sua tentativa de recuperar a custódia legal das denominadas "gêmeas da Internet", depois que a Suprema Corte da Grã-Bretanha determinou que as duas meninas - adotadas através da rede e que foram objeto de uma disputa transatlântica - devem retornar aos Estados UnidosAs gêmeas foram levadas ao Reino Unido por Judith e Alan Kilshaw, há três meses, depois que eles dobraram a quantia paga por um casal norte-americano pela adoção das meninas. Semanas depois, as gêmeas foram colocadas sob os cuidados do serviço social britânico. Hoje, o juiz Andrew Kirkwood determinou que as meninas devem retornar ao Estado norte-americano do Missouri, onde seus pais biológicos, que estão separados, também disputam a custódia.O caso provocou dúvidas sobre as leis de adoção na Grã-Bretanha, os critérios para se escolher os pais adotivos e a função da Internet na negociação das adoções.Na semana passada, os advogados de cada um dos pais biológicos da gêmeas, Tandra e Aaron Wecker, solicitaram ao juiz britânico para declarar as meninas seqüestradas, segundo a Convenção de Haia sobre Adoção Internacional. Tanto os Estados Unidos quanto a Grã-Bretanha assinaram o tratado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.