Caso anterior despertou temor sobre jihadistas

Poucos dias antes do tiroteio no Parlamento canadense, um homem convertido ao islamismo atropelou de maneira intencional dois soldados em Quebec, no que as autoridades do país classificaram como um ato terrorista. Uma das vítimas morreu.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2014 | 02h01

O autor do ataque foi identificado como Martin Couture-Rouleau, um canadense de 25 anos que havia sido detido poucos meses antes quando tentava embarcar para a Turquia e teve seu passaporte confiscado. O jovem integrava uma lista de 90 pessoas simpáticas ao radicalismo islâmico monitoradas pelas autoridades em razão da possibilidade de aderirem à jihad no exterior. Couture-Rouleau ligou para a polícia para informar que havia atropelado os soldados. Perseguido, ele acabou morto a tiros, depois que seu carro capotou.

O ministro da Segurança Pública, Steven Blaney, disse que ele tinha "claros vínculos com a ideologia terrorista". Couture-Rouleau entrou no radar da polícia em junho, depois de colocar mensagens em seu Facebook nas quais manifestava o desejo de deixar o país e se tornar um combatente islâmico.

Apesar de a polícia ter confiscado seu passaporte, Couture-Rouleau não foi preso ou processado por falta de evidências.

Episódios de violência são raros no Canadá. No cenário do ataque de ontem, Ottawa, que tem 890 mil habitantes, os indicadores de criminalidade são baixíssimos. Houve apenas nove homicídios na cidade no ano passado. Episódios de tiroteios em massa são raros no país, que tem uma legislação mais restrita que a dos EUA em relação à posse de armas de fogo.

"Por estar próxima ao local dos ataques - a cerca de 1 quilômetro do Memorial da Guerra, onde um soldado foi morto -, a universidade ficou fechada durante o dia e aconselhou os alunos a não sair de casa", disse a estudante brasileira da Universidade de Carleton, Raquel Nunes, de 22 anos, Outro brasileiro, o também estudante Rafael Camargo, de 37 anos, também estava em casa quando soube dos tiroteios. "O clima de pânico afetou mais as pessoas que trabalham perto dos locais dos atentados." / C.T.

Tudo o que sabemos sobre:
terrorismojihadistas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.