Caso de ebola em Senegal é 'prioridade', diz OMS

O esforço para conter o avanço do ebola em Senegal é uma "prioridade emergencial", disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo, enquanto o governo continuava tentando traçar todos que entraram em contato com um estudante da Guiné que foi diagnosticado como portador do vírus na capital Dacar. Senegal enfrenta uma "necessidade urgente" de apoio e suprimentos, incluindo kits de higiene e equipamento de proteção para trabalhadores da Saúde, afirmou a organização em depoimento.

Estadão Conteúdo

31 de agosto de 2014 | 18h53

A agência de Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) forneceu novas informações sobre a movimentação do estudante de 21 anos em Dacar antes de ele ser diagnosticado com a doença. Ele teria chegado ao Senegal no dia 20 de agosto e ficado na casa de parentes "na periferia da cidade".

No dia 23, o paciente teria procurado uma instalação médica em busca de tratamento para febre, diarreia e vomito, todos sintomas de ebola. Ele, no entanto, recebeu tratamento para Malária e continuou a morar com os parentes antes de voltar ao hospital de Dacar no dia 26.

"Apesar de a investigação estar ainda no estágio inicial, não temos informações que indiquem que ele tenha viajado para outros lugares", afirmou a OMS, que recebeu as atualizações do Ministério da Saúde de Senegal. O país confirmou que o jovem havia recebido diagnóstico positivo para a doença na sexta-feira, fazendo de Senegal a quinta nação do oeste da África a ser afetada por uma epidemia que já matou mais de 1,5 mil pessoas.

Autoridades senegalesas isolaram a casa onde o estudante da Guiné morava e também a instalação médica onde ele primeiro foi buscar ajuda. De acordo com um médico que monitora sua situação, ele "está indo muito bem". "Nesta manhã, quando eu liguei para o hospital, o médico que me disse que o paciente não tinha reclamações e que sua febre havia desaparecido", contou o doutor Gallaye Ka em entrevista a uma rádio do país neste domingo. Fonte: Associated Press.

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