Caso de espionagem antecipa retorno de Garcia ao Peru

O presidente do Peru vai deixar o fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), em Cingapura, mais cedo para tratar da prisão de um oficial da força aérea peruana acusado de fazer espionagem para o Chile. Alan García também cancelou a reunião entre ele e a presidente chilena, Michelle Bachelet. Ele vai partir de Cingapura para Lima amanhã pela manhã, de acordo com o ministro de Relações Exteriores peruano, José García Belaúnde.

AE-AP, Agencia Estado

14 Novembro 2009 | 13h02

O jornal peruano "El Comercio" afirmou que um juiz acusou ontem o oficial da força aérea do país de revelação de segredos nacionais, espionagem e lavagem de dinheiro e emitiu um mandato de prisão contra dois membros do Exército chileno, que estariam envolvidos no caso. A situação "criou um problema político", afirmou Belaúnde. O embaixador peruano no Chile já voltou para seu país para relatar o caso ao governo, segundo autoridade peruana que não quis se identificar.

Autoridades chilenas não comentaram o assunto em Cingapura, mas a imprensa do país citou o chefe da força aérea, general Ricardo Ortega, que teria afirmado que a decisão de García de voltar ao Peru poderia agravar as tensões. As relações entre os dois países sul-americanos já são tensas em razão da disputa por uma fronteira marítima, que o Peru levou ao Tribunal Internacional de Justiça.

Com o retorno antecipado de García, além da reunião com Bachelet, o encontro com o presidente do México, Felipe Calderón - ambos marcados para amanhã, - será cancelado. Belaúnde afirmou que García continua comprometido com as metas da Apec e que o caso de espionagem não terá impacto sobre as relações comerciais do país. O Peru está considerando se unir a um acordo de livre comércio entre Chile, Nova Zelândia, Cingapura e Brunei. Belaúnde voltará ao Peru com García, mas o ministro do Comércio peruano vai permanecer no país asiático.

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