REUTERS/David Moir (BRITAIN)
REUTERS/David Moir (BRITAIN)

Caso de Madeleine McCann pode ser arquivado em três semanas

Segundo o britânico 'Daily Mail', financiamento da operação de busca está previsto para terminar no fim deste mês

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 21h39

O caso da menina britânica Madeleine McCann, que desapareceu em 2007 durante as férias com os pais em Portugal, poderá ser arquivado em três semanas pelo Ministério do Interior do Reino Unido sem uma solução. 

Segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail, o financiamento da operação de busca, que recebeu o nome de 'Grange', está previsto para terminar no fim deste mês. Até agora, os detetives do caso não conseguiram descobrir pistas significativas sobre o desaparecimento da menina em suas últimas viagens a Portugal que justificassem a continuação do processo. 

Uma fonte próxima aos pais da menina, os médicos britânicos Kate e Gerry McCann, afirmou ao jornal que não houve nenhum novo pedido de mais financiamento do Ministério do Interior para dar continuidade às buscas. A principal teoria é de que Madeleine tenha sido sequestrada na Praia da Luz, em Portugal, em maio de 2007. 

"Eles (pais) já estiveram nessa situação antes. Eles simplesmente não têm ideia se a busca chegará ao fim abruptamente ou continuará. É uma perspectiva assustadora que eles enfrentam mais uma vez", afirmou a fonte ao jornal. 

Madeleine desapareceu 10 dias antes de completar 4 anos e hoje estaria perto dos 15. Loira e de olhos azuis, a menina estava com os dois irmãos gêmeos, Sean e Amelie, então com 2 anos, em um apartamento alugado pelos pais, na região portuguesa de Algarve.       

Naquela noite, o casal saiu para jantar com três casais de amigos em um restaurante próximo e deixou as crianças sozinhas no imóvel. Quando voltaram, Maddie tinha sumido sem deixar rastros.

Os McCann sempre suspeitaram de um rapto, e as primeiras investigações tinham como suspeito o britânico-português Robert Murat, que morava perto do apartamento. Depois, a Polícia Judiciária suspeitou que os próprios pais tivessem ocultado o corpo da menina após ela ter morrido acidentalmente.

Cães farejadores chegaram a identificar traços de Madeleine no quarto, mas nunca se encontrou um eventual cadáver. Kate e Gerry iniciaram então uma campanha internacional para achar a filha, que passou a ser procurada também pela Scotland Yard, a Polícia Metropolitana do Reino Unido.

No entanto, após terem desembolsado € 15 milhões, as autoridades britânicas também não apresentaram nenhum resultado concreto. "É um caso único na história de Portugal", admitiu o diretor-adjunto da Polícia Judiciária da nação lusitana, Pedro do Carmo, no ano passado, quando o caso completou dez anos. 

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