Caso de pedofilia estimula reforma no judiciário irlandês

O primeiro-ministro da Irlanda, Bertie Ahern, iniciou procedimentos para remover do cargo um juiz acusado de comprar pornografia infantil pela internet, num caso inédito que abalou a confiança do povo irlandês nas instituições. Ahern disse que seu governo formará um comitê suprapartidário para reunir provas contra o juiz Brian Curtin. O processo judicial contra ele desmoronou porque a polícia usou um mandado de busca vencido para inspecionar o conteúdo do computador pessoal do magistrado.O premier também declarou que pretende baixar um decreto sobre ética jurídica que definirá as regras para a deposição de um juiz - algo que nunca aconteceu desde que a Irlanda se tornou independente, em 1922.A casa do juiz Curtin foi uma entre várias revistadas pela polícia em maio de 2002, numa investigação sobre pedofilia e pornografia infantil. A polícia diz ter encontrado arquivos com imagens de sexo envolvendo crianças e provas de que o cartão de crédito do juiz havia sido usado para comprar o material. O processo foi encerrado quando os policiais admitiram que o computador de Curtin fora apreendido oito dias após a emissão do mandado - o documento expira em sete dias.O juiz nega as acusações.

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