Caso deve acelerar reforma da imigração de Obama

Na quarta-feira, o presidente Barack Obama admitiu que o Congresso pode não estar muito inclinado a tratar do assunto da imigração este ano, mas prometeu que continuará pressionando os parlamentares para, pelo menos, começarem a trabalhar num amplo projeto de revisão geral do sistema imigratório.

Análise: Helene Cooper, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

Numa rara entrevista concedida a jornalistas a bordo do Air Force One, Obama disse ser muito importante que o Congresso comece a tratar da questão para impedir os Estados de aprovarem novas medidas similares à lei adotada no Arizona. Mas o presidente reconheceu que o caminho para se chegar a uma ampla revisão da imigração é árduo. "É uma questão de vontade política", disse Obama, acrescentando que o Congresso pode não estar disposto a uma nova batalha, depois da contundente disputa que envolveu a reforma da Saúde e a perspectiva de uma nota briga no âmbito de uma legislação sobre mudança climática.

Para ter sucesso, disse o presidente, ele precisará do apoio dos republicanos, o que pode ser muito difícil num ano eleitoral. O problema da imigração interessa tanto a democratas como republicanos.

Questionado se a Casa Branca, que criticou vigorosamente a medida adotada no Arizona como uma possível violação dos direitos civis, pretende uma impugnação da lei, Obama respondeu que estava "examinando o assunto agora". "Entendo as frustrações dos Estados de fronteira", disse ele, acrescentando que é por isso que o país precisa de uma ampla revisão do assunto.

Entretanto, o presidente Bill Clinton atacou a questão na quarta-feira, com a desenvoltura de alguém que jamais enfrentará uma nova eleição. "Não acho que exista uma alternativa no nosso caso senão aumentar a imigração", para ajudar a economia a crescer e equilibrar as finanças a longo prazo do Medicare e da Previdência Social, ele declarou. "Simplesmente não vejo outra saída para nosso problema, a menos que a imigração seja parte da estratégia", disse Clinton, numa reunião sobre política fiscal em Washington.

É REPÓRTER DO "THE NEW YORK TIMES"

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