Caso Litvinenko: Rússia investiga ex-empresário petrolífero

A Promotoria Geral da Rússia afirmou por meio de um comunicado nesta quarta-feira, 27, que está investigando o possível envolvimento de um ex-acionista de alto escalão da companhia petrolífera Yukos no envenenamento mortal do ex-espião russo Alexander Litvinenko. O escritório da promotoria afirmou em um comunicado que Leonid Nevzlin, que vive exilado em Israel, e outros figurões da Yukos procurados pela Rússia podem ter ordenado a morte de Litvinenko em Londres, no mês passado.Nenhum detalhe sobre as suspeitas contra Nevzlin foi dado. A Rússia tentou, sem sucesso, a extradição de diversos críticos do Kremlin nos últimos anos, incluindo o magnata Boris Berezovsky, que vive na Inglaterra. O comunicado acrescenta que a promotoria formou uma unidade de investigações especial e está se preparando para registrar pedidos internacionais de auxílio no caso, além de possíveis solicitações de extradição. Litvinenko morreu em Londres no dia 23 de novembro após ser exposto a um raro elemento radioativo, o polônio-210. Em seu leito de morte, ele acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de ordenar sua morte, alegação que o Kremlin considera absurda. Nevzlin contou no mês passado à Associated Press que Litvinenko deu-lhe um documento relacionado à Yukos e acrescentou que acredita que a morte do ex-espião esteja ligada às suas investigações acerca da companhia. Seu advogado, Dmitry Kharitonov, considera provocativa a acusação contra Nevzlin. "A coisa mais fácil de a Procuradoria Geral fazer é relacionar todos os crimes ocorridos às pessoas que vivem fora da Rússia." Nevzin deixou seu país natal após as autoridades russas lançarem uma campanha contra a Yukos, antes a maior produtora de petróleo da Rússia, em 2003. O fundador da companhia, Mikhail Khodorkovsky, está cumprindo pena de oito anos por fraude e extorsão de impostos. Os principais bens da Yukos agora pertencem ao grupo petrolífero estatal Rosneft.Matéria ampliada às 17h36

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