Caso Madeleine ganha nova versão

Segundo jornal, polícia suspeita que morte não tenha sido acidental

Ap e Reuters, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2015 | 00h00

Desde que descobriu cabelo e fluidos corporais no porta-malas do carro alugado por Gerry e Kate McCann, 25 dias após o desaparecimento da filha Madeleine, os principais suspeitos da polícia portuguesa passaram a ser os próprios pais da menina. O jornal Diário de Notícias afirmou ontem que os investigadores não acreditam que Madeleine esteja viva e será muito difícil encontrar seu corpo.Citando agentes da Polícia Judiciária, o jornal informou que a principal tese dos policiais é a de que o corpo de Madeleine teria sido colocado em um saco com pedras e atirado em alto-mar. Para isso, os pais da menina teriam usado o iate do britânico Robert Murat, também investigado pela polícia.Os investigadores trabalham com a hipótese de a criança ter sido morta pelos pais dentro do apartamento do resort na Praia da Luz. "O sumiço do corpo pode significar que a morte não foi acidental", disse uma fonte policial citada pelo jornal português. O Diário de Notícias disse ainda que os McCanns já teriam sido avisados por seus advogados britânicos que dificilmente as autoridades portuguesas teriam como abrir um processo contra eles em razão da ausência do corpo de Madeleine. Os policiais começarão nos próximos dias a fazer uma varredura nos arredores do resort onde a menina foi vista pela última vez. Os agentes utilizarão cães farejadores para procurar sinais de terra remexida e buracos onde o corpo poderia ter sido enterrado.De acordo com o jornal britânico Daily Mail, o repórter francês Guilhem Battut, que trabalhou na investigação da morte da princesa Diana e teve acesso a informações sigilosas da polícia portuguesa, disse que a análise dos fluidos corporais encontrados no carro dos pais de Madeleine mostra que "a garotinha ingeriu grande quantidade de medicamentos, possivelmente remédios para dormir".Especialistas britânicos consultados pelo próprio Daily Mail, no entanto, desconfiaram do conteúdo da reportagem, alegando que as amostras recolhidas no carro corresponderam apenas em parte ao DNA de Madeleine e os vestígios não eram suficientes para determinar a presença de drogas.Ouvido pelo tablóide britânico The Sun, Gerry disse que as suspeitas da polícia são "ridículas".

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