David Moir / Reuters
David Moir / Reuters

Caso Madeleine McCann: promotor diz que novas evidências fortalecem caso contra suspeito

Alemão Hans Christian Wolters, que conduz a investigação, afirmou ao jornal The Sun que novas circunstâncias foram encontradas e aprofundam ligação de Christian Brueckner com o crime

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2021 | 07h45
Atualizado 18 de maio de 2021 | 19h35

LONDRES - O caso do desaparecimento de Madeleine McCann - menina britânica que desapareceu em 2007 poucos dias antes de completar 4 anos, na Praia da Luz, em Portugal - está mais perto de ser resolvido, segundo o promotor alemão que conduz a investigação. Hans Christian Wolters afirmou que novas evidências foram encontrada e que apontam para o principal suspeito do caso, Christian Brueckner, de 44 anos.

"Reunimos novas evidências que fortalecem o caso que estamos construindo contra nosso principal suspeito", disse Wolters em entrevista ao jornal inglês The Sun, publicada na última quarta-feira, 12, dia em que Madeleine teria completado 18 anos.

O promotor afirmou que os novos indícios são circunstanciais, e não provas forenses, mas que reforçam a tese de que Brueckner é o responsável pelo desaparecimento e morte da menina. "Infelizmente, não posso dizer o que é, mas fortalece nosso trabalho."

Na segunda-feira, 17, a publicação britânica voltou ao tema, afirmando que as novas evidências seriam registros telefônicos que poderiam mostrar novos detalhes da movimentação do suspeito na época do desaparecimento de Maddie McCann, como era conhecida. "Por muito tempo, os oficiais alemães disseram que muitas peças-chave do quebra-cabeça estavam faltando sobre os movimentos de Christian B no Algarve", disse uma fonte ao jornal. "Esta nova informação pode ajudar a fornecer uma dessas peças."

Maddie McCann desapareceu de seu quarto em 3 de maio de 2007, alguns dias antes de seu aniversário de 4 anos, em um prédio de apartamentos na costa da Praia da Luz, no sul de Portugal, onde passava as férias com a família. Ela dormia no quarto com os irmãos gêmeos mais novos. Os pais da menina, Gerry e Kate McCann, chegaram a ser detidos e depois soltos durante a investigação, que terminou com a demissão do inspetor-chefe português encarregado do caso. Depois de encerrado em 2008, a polícia portuguesa reabriu o caso cinco anos mais tarde, sem sucesso.

As investigações voltaram a ter movimentações relevantes em 2020, quando a polícia alemã anunciou que estava investigando um novo suspeito no desaparecimento da menina. As suspeitas recaíram sobre Brueckner, que passou temporadas na região portuguesa do Algarve entre 1995 e 2007 e estava "conectado com a área" da Praia da Luz. Além disso, o alemão é condenado por crimes sexuais, incluindo abuso de menores. 

Em 2011, Brueckner já havia sido identificado como suspeito pela Scotland Yard,  mas sua relação com o caso foi afastada pois seu alvo principal eram crianças de sexo masculino. O advogado do suspeito, Friedrich Fulscher, disse que seu cliente "nega qualquer envolvimento" no caso McCann.

Sobre o caso atualmente, o promotor ainda comentou com o The Sun: "Não encontramos nenhuma evidência que sugira que ele não é culpado deste crime e encontramos muitas evidências que sugerem que ele é culpado, mas estou proibido de entrar nesses detalhes".

Suspeito pode estar ligado a outros três crimes 

Além do desaparecimento da garota britânica, Christian Brueckner também é investigado por outros crimes sexuais, segundo o jornal The Mirror. Brueckner cumpre pena por tráfico de drogas na Alemanha. Ele já cumpriu dois terços da sentença. Ele também foi condenado, em dezembro, pelo estupro de uma mulher de 72 anos em Portugal.

Segundo o Mirror, o suspeito agora pode enfrentar outros três julgamentos. Ele é investigado pelos estupros de uma irlandesa na Praia da Rocha, em Portugal, em 2004, e de uma garota de 10 anos, também no Algarve, em 2007. O terceiro caso envolve o assédio sexual a quatro crianças durante um festival em São Bartolomeu de Messines, também em Portugal, em 2017.


 

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