Ronaldo Schemidt/AFP
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Casos de covid-19 crescem na Argentina

Infectologistas atribuem aumento à chegada do coronavírus nas comunidades carentes de Buenos Aires e à flexibilização do isolamento

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 22h55

A Argentina registrou nesta quinta-feira, 21, 648 novos casos de coronavírus, mais que o dobro do número detectado há duas semanas, informou o Ministério da Saúde. 

Pelo menos 90% das infecções causadas pela pandemia estão concentradas na cidade de Buenos Aires e sua periferia superlotada, que reúne cerca de 14 milhões de pessoas. 

Nos demais distritos do país, os casos relatados são muito baixos ou nulos. 

Na quarta-feira, 474 infecções foram diagnosticadas, cifra próxima à média dos últimos sete dias, mas superior ao número aproximado de 300 que era conhecido há duas semanas. 

O total acumulado de mortes aumentou para 416 desde 4 de março, quando a primeira infecção foi divulgada. Enquanto o número total de casos é de 9.918, dos quais 3.032 são  pessoas recuperadas. 

Os infectologistas atribuem o aumento de casos à chegada do coronavírus nas comunidades carentes da capital argentina, onde vivem quase 350.000 pessoas, sem água corrente e em muitas casas de piso de terra, onde é impossível cumprir o confinamento estabelecido há 63 dias.

 Outro fator, segundo os epidemiologistas, são as medidas de flexibilidade que permitem a abertura controlada de alguns negócios não essenciais. 

O aumento de infecções também foi registrado em casas de repouso para idosos. /AFP

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