Casos de esquartejamento assustam o país

Quatro vítimas foram encontradas em menos de um mês; crimes refletem a violência crescente na Venezuela

CARACAS , O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2014 | 02h01

A polícia do Estado de Miranda recolheu o cadáver de um homem esquartejado e jogado em um terreno no povoado de Dividivi de Charallave, na cidade de Cristóbal Rojas. O corpo foi cortado em várias partes, deixadas na mesma área e encontradas por um grupo de moradores.

Com esse, já são quatro os casos de esquartejamento que assustaram os venezuelanos. Os restos das outras três vítimas foram encontrados em diferentes pontos da capital, Caracas, em menos de um mês.

Analistas especulam sobre as razões por trás dos crimes, com hipóteses que vão desde o narcotráfico, do envio de advertência entre grupos criminosos rivais, incluindo crimes passionais. A polícia conduz uma investigação, mas ainda não divulgou nenhuma pista. Ao comentar os casos, o ministro do Interior, Miguel Rodríguez, disse que a "modalidade macabra" de esquartejamento foi "importada, copiada de outras lugares" para o país. O esquartejamento tornou-se uma prática conhecida dos cartéis de drogas no México.

A associação com o narcotráfico, segundo o criminalista venezuelano Fermín Mármol, é uma tese clássica nesse tipo de investigação. Para ele, entretanto, os casos podem ser ação de grupos de jovens criminosos em busca de controle territorial. "O venezuelano está muito propenso a reagir de maneira exagerada aos problemas cotidianos, conduta que incide nos crimes. Há uma alta incidência de crimes primitivos no país", disse Mármol.

A Venezuela lida com altos índices de criminalidade e violência. Uma consulta do instituto Gallup, divulgada na semana passada, afirma que o país tem a mais alta taxa de insegurança do mundo. A análise citou números do escritório de Drogas e Crimes da ONU que mostram que a crise econômica fez com que o índice de assassinatos chegasse a 53,7 para cada grupo de 100 mil pessoas. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.