Casos extraconjugais se repetem nos EUA

Escândalos sexuais acompanham a história política dos EUA desde a Declaração da Independência. Apesar da intolerância da sociedade americana aos casos extraconjugais de figuras públicas, algumas saíram ilesas, outras, em desgraça.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2011 | 00h00

O terceiro presidente dos EUA, um dos Fundadores da Nação, Thomas Jefferson, jamais foi acusado por manter uma relação duradoura com sua escrava Sally Hemings, mãe de seis de seus filhos. Eliot Spitzer, governador de Nova York, renunciou em 2008 por causa da contratação de prostitutas. Entre Jefferson e Spitzer, um sem número de políticos americanos trilhou o caminho perigoso da infidelidade conjugal.

Um dos ícones mais reverenciados do século 20 nos EUA, John F. Kennedy está tão associado à figura de Jacqueline Bouvier, sua mulher, como à da atriz Marilyn Monroe. O affaire não causou prejuízos a sua carreira política, encerrada no atentado de Dallas em 1963.

Bill Clinton quase perdeu seu mandato por causa de relações sexuais com a então estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Foi absolvido no processo de impeachment - o então presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, mantinha um caso com uma funcionária e não chegou a ser apontado pelo "crime". Gingrich é um dos pré-candidatos à corrida presidencial de 2012. O ex-senador John Edwards reconheceu um filho fora do casamento, perdeu a chance de ser vice de Obama e responde por crimes financeiros.

Neste ano, Arnold Schwarzenegger terminou o mandato como governador da Califórnia e o casamento de 25 anos ao anunciar ter mantido relações com uma empregada da casa, com quem teve um filho.

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