Paul White / AP
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Catalães assumirão vaga no Congresso espanhol e voltarão para a cadeia

Suprema Corte do país autoriza políticos - presos pela participação na votação pela independência da Catalunha em 2017 - a assumir vagas na Câmara e no Senado, mas determina que retornem para a prisão preventiva após a formalidade

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 09h54
Atualizado 14 de maio de 2019 | 11h25

MADRI - A Suprema Corte da Espanha autorizou nesta terça-feira, 14, que cinco líderes independentistas catalães, atualmente presos pela tentativa de secessão em outubro de 2017, a assumir suas vagas no Congresso depois de terem sido eleitos no mês passado.

Na votação legislativa de 28 de abril, Oriol Junqueras, Josep Rull, Jordi Turull e Jordi Sànchez conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados enquanto Raül Romeva foi eleito para o Senado.

"Essa Sala autoriza a saída do centro penitenciário dos cinco solicitantes, para que participem das respectivas sessões constitutivas do Congresso na Câmara dos Deputados e no Senado", informou a corte em comunicado. 

Uma vez que a sessão marcada para o dia 21 de maio termine, eles voltarão a ser mantidos sob custódia, decidiu o tribunal, negando assim o pedido de libertação provisória.

Desde fevereiro, doze líderes catalães estão sendo julgados por rebelião por causa da organização de um referendo ilegal e da proclamação da independência fracassada em outubro de 2017 na Catalunha. 

Nove dos acusados, incluindo os cinco eleitos, estão presos há mais de um ano. As penas solicitadas para os acusados pela procuradoria espanhola variam de 7 a 25 anos.

A Catalunha foi uma das questões centrais na última eleição geral e os partidos regionais independentistas podem desempenhar um papel fundamental nas possíveis tratativas de Pedro Sánchez para formar um novo governo. 

Na semana passada, uma corte de Madri permitiu que o líder catalão Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica em 2017 para não ser preso por sua participação no referendo, possa disputar uma vaga no Parlamento europeu na votação marcada por o dia 26 deste mês. / AFP e REUTERS

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