Albert Gea/ Reuters
Albert Gea/ Reuters

Catalães formam corrente humana de 400km por independência

Separatistas tentam ganhar apoio para realização de referendo em 2014

AE, Agência Estado

11 Setembro 2013 | 17h41

Os ativistas pela independência da Catalunha fizeram uma manifestação nesta quarta-feira, 11, formando uma corrente humana de aproximadamente 400 quilômetros. Os separatistas tentam angariar apoio para um prometido referendo sobre a independência da região.

Não está completamente claro se os catalães conseguiram preencher todo o percurso, que se estendeu dos pés dos Pirineus até o Mar Mediterrâneo, mas imagens televisionadas por helicópteros sobre as áreas rurais não mostram buracos perceptíveis na corrente humana.

Os organizadores estimam que 1 milhão de pessoas participaram da manifestação, sendo que muitas delas trajavam sobre seus ombros bandeiras com as cores da Catalunha. O Ministro do Interior da Espanha, Ramon Espadaler, estimou a participação no ato em 1,6 milhão de pessoas.

O referendo, prometido para 2014 pelos principais partidos políticos da Catalunha, provocou a oposição do governo central conservador e revelou tensões dentro do movimento pela independência que dificilmente serão resolvidas. Pesquisas indicam que a maioria dos catalães concorda com o referendo, mas o apoio à independência está em torno de 50%.

O líder político Artur Mas declarou que se o governo não encontrar um meio de canalizar as demandas desse movimento, "então eu acho que o Estado da Espanha tem um sério problema com a Catalunha".

Muitos catalães acreditam que a separação poderia libertá-los dos problemas econômicos do país, mas eles não têm respaldo das autoridades. "A pior coisa que um político pode fazer é forçar seu povo a se separar" em dois grupos, disse a vice-primeira-ministra espanhola, Soraya Sáenz de Santamaría.

Nos últimos dias, o protesto foi pelo menos parcialmente ofuscado por declarações aparentemente contraditórias em relação ao calendário para o referendo proposto por Mas.

Em uma entrevista de rádio na semana passada, Mas pareceu recuar de um compromisso anterior de realizar o referendo no ano que vem, dizendo que não esperava que o governo federal fosse permitir isso. O político afirmou que os catalães poderão ter de se contentar com a realização das eleições parlamentares de 2016, que terão força de referendo./ DOW JONES

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