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Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

Catalunha estuda lockdown durante os fins de semana

Porta-voz do governo regional afirma que medida busca evitar o mesmo confinamento total que ocorreu no mês de março; Espanha já está sob toque de recolher noturno

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 13h01

BARCELONA - O governo regional da Catalunha estuda um lockdown durante os fins de semana, enquanto a região vizinha de Aragão bloqueou seu território um dia após a aplicação do toque de recolher noturno em quase toda a Espanha para conter o vírus.

“É uma medida que está para logo ser tomada porque durante o fim de semana é quando há mais interação social”, disse a porta-voz do governo regional, Meritxell Budó, quando questionada sobre esta opção em entrevista a uma rádio pública catalã.

“Temos que evitar o confinamento total do mês de março a menos que seja estritamente necessário e seja a única opção. Portanto, temos que explorar diversos cenários e um deles pode ser este”, acrescentou.

As infecções aumentaram recentemente nesta rica região de 7,5 milhões de habitantes, em linha com o que acontecia em toda a Espanha, que dias atrás foi o primeiro país da União Europeia a ultrapassar um milhão de pessoas com diagnóstico de covid-19.

O governo espanhol decretou estado de alarme no domingo e impôs toque de recolher noturno em todo o país, exceto nas Ilhas Canárias. Também ofereceu aos governos regionais, competentes em matéria de saúde, a possibilidade de encerrar seus territórios no perímetro.

Aragão, vizinho da Catalunha com 1,3 milhão de habitantes, aproveitou esta opção, impedindo a entrada e saída sem motivos justificados. As Astúrias, no noroeste, ponderam aplicar a mesma medida a partir desta segunda-feira.

No momento, o estado de alarme não contempla um lockdown como o implementado durante a primeira onda do coronavírus e aplicado durante esta segunda onda em países como Israel, Irlanda ou a região britânica de Gales.

Este regime jurídico excepcional, que protege a limitação de direitos fundamentais como a liberdade de circulação, tem uma duração inicial de 15 dias, mas o chefe do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, pretende prorrogá-la por seis meses.

Para isso, devo obter o aval do Congresso, onde seu governo é minoria, mas pode obter o apoio dos nacionalistas bascos e catalães e de Ciudadanos, uma formação de centro-direita do bloco de oposição. O segundo grande partido espanhol, o conservador Partido Popular, anunciou na segunda-feira sua oposição a uma extensão tão longa, mas ofereceu seu apoio se durasse oito semanas, até meados de dezembro, disse seu líder Pablo Casado./AFP

 

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