Catar é 1º país árabe a participar de ataques à Líbia

O Catar tornou-se o primeiro país árabe a participar das operações de bombardeio da coalizão que ataca as forças do governante da Líbia, Muamar Kadafi, hoje. Já os Emirados Árabes Unidos (EAU) informaram que enviarão em breve 12 caças para a campanha aérea Aurora da Odisseia. As operações dos caças do Catar ocorrem no momento em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se prepara para assumir o comando das operações.

AE, Agência Estado

25 de março de 2011 | 19h30

O governo da Líbia informou hoje que nos primeiros quatro dias de bombardeio foram mortas 114 pessoas e feridas 445. Um diplomata dos Estados Unidos, Gene Cretz, disse hoje que os EUA consideram a possibilidade de armar os insurgentes em Benghazi. "A gama completa de assistência potencial que poderíamos oferecer é um assunto discutido no governo dos EUA", disse Cretz. Ele ressaltou, contudo, que a administração americana ainda não tomou "nenhuma decisão final em nenhum aspecto disso".

O chefe das Forças Armadas da França, o almirante Edouard Guillard, disse hoje que as operações militares contra Kadafi deverão durar "semanas" e não "meses". Mesmo assim, os militares dos EUA acreditam que Kadafi conservou parte das suas forças terrestres operacionais e em situação de combate, o que impediria uma vitória muito rápida.

O governo líbio fez hoje um esforço para iniciar negociações com os insurgentes em um encontro da União Africana (UA), na Etiópia, mas o Conselho Nacional da Líbia (o governo insurgente em Benghazi) não enviou representantes. O dirigente da UA, Jean Ping, disse na abertura da reunião que a organização favorece um período político de transição na Líbia, que levaria a eleições democráticas. "Nós estamos convencidos de que existe base suficiente para chegar a um consenso e fazer uma contribuição de valor para encontrar uma solução para a Líbia".

O representante da Líbia na reunião, Abdul-Ati al-Obeidi, disse que o governo de Kadafi culpa a violência no país aos "extremistas" e à intervenção estrangeira, mas afirmou que o governante está pronto a iniciar negociações com os insurgentes. Já os rebeldes afirmam que não negociarão com Kadafi. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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