Foto: Todd Heisler/The New York Times
Foto: Todd Heisler/The New York Times

Catedral de Nova York será usada como hospital de campanha no combate ao coronavírus

Igreja 'St. John the Divine' se descreve como a maior catedral gótica do mundo, com aproximadamente 182 metros de comprimento

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 08h42

NOVA YORK - Em meio à crise provocada pelo novo coronavírus nos Estados Unidos, a cidade de Nova York está tendo que se adaptar. Além de ver sua rotina alterada pelo isolamento social imposto como medida de combate à pandemia, o maior centro financeiro do mundo está tendo que adaptar sua infraestrutura para atender todos os pacientes infectados. Neste novo cenário, até mesmo uma catedral vai virar espaço de enfrentamento ao vírus.

A catedral 'St. John the Divine' (São João, o divino, em tradução livre), que se autointitula a maior catedral gótica do mundo, vai se transformar em um hospital de campanha para receber pacientes infectados pelo covid-19. O anúncio foi feito nessa segunda-feira, 6.

De acordo com Clifton Daniel, responsável pelo templo religioso, a catedral localizada em Manhattan vai abrigar nove barracas médicas com temperatura controlada em sua nave e na cripta subterrânea. A nave - espaço principal - da igreja mede aproximadamente 182 metros de comprimento.

"Tradicionalmente, ao longo dos séculos, as catedrais sempre foram utilizadas desta maneira, como durante a peste. Então, isto não está fora da experiência de uma catedral, é novidade apenas para nós", declarou. A expectativa é que o hospital de campanha comece a receber pacientes dentro de uma semana. 

Os hospitais de Nova York, epicentro da epidemia nos Estados Unidos com quase 3.500 mortos, começam a entrar em colapso. A cidade mais densa do país tem mais de 72.000 pessoas infectadas.

Nessa segunda-feira, os Estados Unidos superaram a barreira de 10.000 mortes provocadas pelo coronavírus e as autoridades nacionais esperam uma situação pior nas próximas semanas. A maior potência econômica do planeta registra mais de 360.000 infectados, mais de 25% do total global de 1.309.439 casos, informou a Universidade Johns Hopkins, responsável pelo balanço no país./ Com informações de AFP e NYT

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