Católicos chineses são ameaçados em conflito por terras

Um grupo de religiosos católicos chinesesfoi ameaçado em meio a um conflito por terras que pertencem a suacongregação na cidade portuária de Tianjin, onde as autoridadeslocais estão demolindo seus edifícios, informou nesta sexta-feira à Efe um destessacerdotes. "Tivemos disputas durante um ano, mas quando os operárioscomeçaram a demolir as casas de nossa propriedade e os religiosostentaram detê-los, foram insultados pelos operários e ameaçados deser golpeados", disse à Efe Joseph Zhang Huilai, sacerdote de umadas congregações. O conflito chamou a atenção do Vaticano há um ano, quando váriosdos religiosos foram golpeados quando as autoridades imobiliáriastentaram despejá-los. O último incidente aconteceu em 20 de outubro e atualmente 60religiosos se encontram nos terrenos de Tianjin para exigir dogoverno local o fim das demolições. Um total de 12.500 hectares em 59 áreas de Tianjin pertence agrupos religiosos com sede em 11 províncias chinesas, como herançado século XIX, quando o país asiático se viu obrigado a fazerconcessões territoriais às potências ocidentais. Os 60 sacerdotes, que procedem de áreas muito pobres da provínciade Hebei (150 quilômetros de Tianjin) e que ganham US$ 40 mensais,exigem ao governo municipal que lhes pague um aluguel de 100 miliuanes (US$ 12.675) anuais que não receberam nos últimos dois anos eque representa sua principal fonte de renda. Os terrenos são administrados pela Companhia de Propriedade deTerrenos Religiosos, uma empresa municipal à qual os religiosospedem a devolução de suas propriedades. Em reunião com a prefeitura, os padres chegaram a um acordo paranão realizar nenhum protesto público, como aconteceu em dezembro doano passado, quando foram agredidos pela polícia, denunciou um dosreligiosos na época. Zhang assinalou que "a prefeitura de Tianjin não quer devolver osterrenos porque valem muito dinheiro", e denunciou que estãodestruindo construções que pertencem a sua Igreja. Os religiosos exigem que a prefeitura detenha as demolições, queo governo permita o acesso aos arquivos que demonstram que estasterras pertencem à Igreja, e que deixem de se enriquecer com eles,já que um dos terrenos foi alugado a uma discoteca sem seuconsentimento.

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