Caxemira indiana impõe toque de recolher

As forças de segurança "receberam instruções de ser firmes sem usar força desnecessária"

EFE

24 de agosto de 2008 | 04h40

As autoridades indianas impuseram neste domingo o toque de recolher em toda a sua parte da Caxemira, e detiveram vários dos líderes separatistas da região, às vésperas de uma manifestação convocada para esta segunda-feira na capital, Srinagar, segundo fontes oficiais. As forças de segurança encarregadas de impor o toque de recolher "receberam instruções de ser firmes sem usar força desnecessária", disse uma fonte policial à agência "Ians". As principais cidades do estado foram isoladas pelas forças de segurança, que receberam reforços para impor o toque de recolher. A decisão acontece depois de os líderes dos partidos muçulmanos separatistas mostrarem sua força na sexta-feira passada, dia de oração, quando reuniram dezenas de milhares de pessoas em um protesto em Srinagar. Após essa manifestação, houve uma nova convocação para o fim de semana, com uma manifestação para a segunda-feira no centro de Srinagar. Para tentar evitar o protesto, as autoridades indianas colocaram neste domingo em prisão domiciliar alguns dos principais líderes caxemirianos e detiveram vários outros, mas os separatistas anunciaram que desafiarão as restrições impostas. "Decidimos seguir adiante com a manifestação de amanhã", assegurou à agência "PTI" o presidente da Conferência Hurriyat, Mirwaiz Umer Farouk, um dos que estão sob prisão domiciliar. Índia e Paquistão disputam a Caxemira, uma região de maioria muçulmana, desde a independência dos dois países em 1947, e iniciaram duas guerras pelo controle do território. Desde a década de 1970, a região está separada por uma fronteira provisória, na qual rege um cessar-fogo desde 2003. A China também reivindica uma parte da Caxemira, e ocupa no norte uma faixa que totaliza um quinto do território.

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