CE pede que líderes africanos ajudem em crise no Zimbábue

Entidade condenou a maneira como foi realizado o segundo turno das eleições no país africano

EFE

28 de junho de 2008 | 07h08

O comissário europeu de Cooperação e Ajuda ao Desenvolvimento, Louis Michel, condenou neste sábado a maneira como foi realizado o segundo turno das eleições no Zimbábue e pediu que os líderes africanos colaborem na solução política da crise. "Esperamos uma forte liderança por parte da União Africana (UA) e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC), para garantir uma solução política negociada da crise e para impulsionar a transição no Zimbábue", disse Michel em comunicado. O comissário ressaltou que "qualquer mediação ou negociação deve se basear nos resultados do primeiro turno das eleições, na qual a população pôde expressar sua vontade". Michel reiterou que a CE "condena veementemente a organização do segundo turno das eleições", realizado apesar dos repetidos pedidos das autoridades africanas e internacionais para seu adiamento. "Consideramos que o uso sistemático da violência política e a intimidação promovidas pelo Estado, que levaram à desistência do líder do Movimento para Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, destruiu totalmente a credibilidade do processo", acrescentou. O comissário enfatizou que "os resultados desta farsa eleitoral não podem ser reconhecidos como legítimos". Além disso, assinalou que a CE vai seguir de perto a situação e mostrou a disposição de Bruxelas de "respaldar os esforços destinados a garantir a democracia, estabilidade, respeito aos direitos humanos e a recuperação econômica" do país.

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