LENIN NOLLY / EFE
LENIN NOLLY / EFE

Cela de Leopoldo López foi atacada, diz defesa

Detido há quase um ano, opositor venezuelano teve pertences apreendidos na prisão de Ramo Verde e foi levado para solitária

Guilherme Russo, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 22h28

CARACAS - Os defensores e a mulher do opositor venezuelano Leopoldo López – líder do partido Voluntad Popular preso desde fevereiro de 2014 acusado de incitar violência nos protestos antigoverno que convocou no mesmo mês – denunciaram ontem que um “comando militar” invadiu violentamente a cela em que ele estava detido, na quinta-feira, e levou todos os “manuscritos e documentos” que ele mantinha no confinamento.

O advogado Juan Carlos Gutiérrez disse ao Estado que, após a invasão, López foi colocado em isolamento e ficará 15 dias sem poder receber visitas de seus parentes ou correligionários. “Constatamos que sim, houve uma violação da cela, uma ruptura da porta e entraram com violência dentro da cela de López. Tiraram ele de lá e levaram todos os seus manuscritos, seus documentos.”

De acordo com o defensor, as autoridades tentaram entrar três vezes na cela do opositor, mas López conseguiu repelir as tentativas com “uma barra metálica” que impediu a entrada, enquanto exigia a presença de seu advogado e de um representante de entidades de defesa dos direitos humanos.


Gutiérrez afirmou que, após uma segunda tentativa, os agentes finalmente conseguiram entrar na cela por volta das 19 horas da quinta-feira. “Eles ficaram lá por sete horas. Buscavam telefones celulares e documentos. Levaram todos os papéis que encontraram.”

O advogado disse que chegou pouco após as 23 horas da quinta-feira na penitenciária de Ramo Verde, mas só foi autorizado a entrar para falar com seu cliente na tarde de ontem. “Estive com ele por 15 minutos. Não o machucaram fisicamente, mas trataram de enfurecê-lo para que ele provocasse uma briga. Mas ele se deu conta da provocação e esteve muito tranquilo, muito pacífico.”

A mulher de López denunciou que o ex-prefeito de San Cristóbal Daniel Ceballos, que também está preso em Ramo Verde por acuisações relacionadas aos protestos do ano passado, sofreu uma “agressão” similar à de seu marido.

López mandou, por meio de seu advogado, uma carta a sua mulher, dizendo que está bem e pedindo que ela avisasse aos filhos pequenos do casal que não

Filme.O produtor esloveno Jaka Bizilj, diretor da fundação Cinema for Peace, decidiu filmar um documentário a respeito da vida de López, anunciaram ontem em Praga fontes do instituto Casla. / COM EFE

 

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