REUTERS/Ecuadorian Presidency/
REUTERS/Ecuadorian Presidency/

Celac enviará chanceleres para analisar situação eleitoral no Haiti

Uruguai, Venezuela, Equador e Bahamas se prontificaram para fazer parte do eventual primeiro grupo a visitar o país; OEA também aprovou missão para mediação na crise política e social

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 11h51

QUITO - A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) designou na quarta-feira uma missão de chanceleres para avaliar a situação eleitoral no Haiti a pedido do governo do país caribenho, informou o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño.

Também na quarta-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou o envio de uma missão especial para mediar a crise política e social do Haiti, uma medida solicitada pelo presidente do país, Michel Martelly, para "preservar a institucionalidade democrática".

"Presidentes da Celac acolhem o pedido do governo do Haiti e designam uma missão de chanceleres para analisar a situação eleitoral nesse país", escreveu Patiño no Twitter.

Após o pedido haitiano, o chefe de Estado equatoriano e presidente em fim de mandato da Celac, Rafael Correa, propôs no plenário da cúpula dessa organização, que se desenvolve em Quito, enviar uma comissão de chanceleres para obter informações sobre a situação política no Haiti.

Correa, que entrega à República Dominicana a presidência temporária da Celac, propôs o envio da missão "para obter mais informações, conversar com as partes e ver se há lugar para a intervenção da Celac ou não".

"Se nos dizem que sim, que podemos contribuir, colaborar, que as partes estão de acordo, os candidatos, o governo, lhes peço que a decisão de como a comissão será formada fique a cargo do quarteto", disse Correa no plenário da cúpula da Celac. O quarteto da organização é integrado por Equador, Costa Rica, República Dominicana e Bahamas.

Em um debate sobre o tema do Haiti no plenário da cúpula, Correa afirmou que "o Uruguai se prontificou, assim como Venezuela, Equador e Bahamas" para fazer parte do eventual primeiro grupo.

O debate se desenvolveu enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, aprovava o envio ao Haiti de uma missão especial de mediação na crise política e social do país, uma medida solicitada pelo presidente haitiano, Michel Martelly, para "preservar a institucionalidade democrática".

A OEA tomou essa decisão em um Conselho Permanente extraordinário de quatro horas no qual não houve votação, mas o presidente do órgão concluiu que, de acordo com as posições apresentadas, existe um "consenso" para atender à solicitação do governo haitiano.

A representação da Venezuela e de outros países alinhados com o governo de Nicolás Maduro, como a Nicarágua, expressaram sua rejeição ao fato de a OEA ter tomado essa decisão, quando os chanceleres e chefes do governo de 32 dos 34 países-membros estão reunidos em Quito debatendo o mesmo assunto na cúpula da Celac. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.