Celso Amorim alertará Kofi Annan sobre prejuízos da guerra

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se reunirá hoje, em Haia, com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, para alertá-lo que uma eventual guerra no Iraque traria "enormes prejuízos" ao Brasil e à América do Sul. Em entrevista à Agência Estado, Amorim afirmou que irá usar a reunião de hoje para tentar explorar estratégias que possam ajudar a evitar um conflito em Bagdá. O chanceler está na Holanda para participar da inauguração do Tribunal Penal Internacional e aproveitará sua passagem pela Europa para tratar da crise internacional. Nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contatos telefônicos com vários líderes mundiais, inclusive com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, para explicar as preocupações do País em relação a uma guerra. Amorim, porém, faz questão de esclarecer: "O Brasil não está ao lado de um governo ou contra outro no tema do Iraque. Queremos o desarmamento do Iraque, mas a realidade é que uma guerra somente traria conseqüências negativas para o País". O chanceler conta que, há pouco mais de uma semana, também falou sobre a guerra com os governos do Chile e do México, os únicos dois países latino-americanos que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU e terão que votar à favor ou contra a resolução dos Estados Unidos de desarmar Saddam Hussein à força. Até agora, os dois países não se decidiram se apóiam ou não a Casa Branca e, nas conversas que manteve por telefone, Amorim passou a visão brasileira sobre a crise. Além do tema iraquiano, Amorim falará com Kofi Annan sobre a percepção brasileira em relação às crises na Colômbia e na Venezuela, dois dos temas mais espinhosos para a diplomacia brasileira. A ONU designará um representante especial para a Venezuela e o Brasil espera estabelecer uma coordenação com o enviado do secretário-geral da organização.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os Ministérios

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