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Celso Amorim e Madeleine Albright reúnem-se em Washington

Ministro brasileiro novamente se disse confiante no progresso das negociações da rodada de Doha

Nalu Fernandes e Tânia Monteiro, enviadas especiais

16 de novembro de 2008 | 01h00

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reuniu-se na noite deste sábado com a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright, em Washington. Albright trabalha como intermediária entre os líderes do Grupo dos 20 (G-20) e a administração do presidente eleito, Barack Obama.  Ao sair da reunião, Amorim classificou como "positiva" a realização do encontro por ser uma oportunidade para estreitar o contato entre a próxima administração norte-americana e a brasileira. Para jornalistas, o ministro disse que não entraram em detalhes sobre a Rodada de Doha, mas salientou que há afinidades entre as visões do Partido Democrata, nos EUA, em particular na visão de Obama, e a do presidente Lula, o que permitirá maior desenvolvimento da cooperação entre os países.  Mas, mais uma vez, mostrou-se confiante no progresso das negociações. "O próprio residente eleito disse que cada governo governa uma vez. Nós estamos negociando com o governo que existe". Ao se referir ao encontro do G-20, Amorim disse que os líderes deram ênfase à conclusão da Rodada de Doha e avaliou que o Brasil contribuiu muito para isso.  Para Albright, no entanto, Amorim afirmou que apenas acentuou a "importância que nós atribuímos ao sistema multilateral, inclusive ao sistema multilateral de comércio e como ele é fundamental para os países por todos os motivos. Acho que ela concorda e acho que o presidente eleito Obama também".  Amorim não viu a ausência de Obama no G-20 como um esvaziamento, citou que havia líderes de todo o mundo no encontro e ponderou que o presidente em fim de mandato, George W. Bush, "ao convocar a reunião deu um grande passo. Acho que esta reunião é uma reunião que vai ser lembrada na história como o início de uma nova era". O tema principal da reunião de cúpula é resolver a crise, afirmou o ministro, mas também é o "início de uma nova configuração do poder na ordem mundial". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou Washington às 17 horas, hora local, e, ao invés de seguir pra São Paulo, como estava previsto anteriormente, viajou para Brasília. Lula só chegará a São Paulo para cumprir sua agenda no início da tarde de segunda-feira.

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