Celso Amorim inicia visita ao Líbano nesta terça

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, inicia nesta terça-feira uma visita à capital do Líbano, Beirute, um dos principais alvos da ofensiva israelense contra a guerrilha xiita libanesa Hezbollah. O objetivo é manter diálogo com autoridades locais e trocar impressões sobre as perspectivas de solução para o conflito com Israel. O Itamaraty informou que Amorim será recebido pelo presidente Emile Lahoud, o primeiro-ministro Fuad Siniora, o chanceler Fawzi Salloukh e o presidente da Assembléia Nacional, Nabih Berri. Entre os pontos que devem ser discutidos pelo chanceler com as autoridades libanesas está o interesse do Líbano no envio de tropas brasileiras para a composição das forças de paz que irão monitorar do cessar-fogo no sul do país.Além disso, Amorim deve entregar às autoridades libanesas 2,5 toneladas de medicamentos, que incluem anti-retrovirais, antibióticos e 16 kits de farmácia básica, suficientes para atender às necessidades emergenciais de 145 mil pessoas. O ministro também pretende visitar a embaixada e o consulado geral do Brasil em Beirute. Ele vai cumprimentar os funcionários por sua participação nas operações de assistência aos cidadãos brasileiros no Líbano e a retirada deles das áreas de conflito.VoltaA visita de Amorim acontecerá um dia depois da saída do último comboio de ônibus com cidadãos brasileiros do Vale do Bekaa, no leste do Líbano. O grupo, formado por 88 passageiros, deixou a região às 9h (no horário local, 3h em Brasília), uma hora depois do início do cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel. Os ônibus vão levar os passageiros até a cidade de Adana, na Turquia, para onde o governo está enviando aviões para repatriar os brasileiros.O fim dos comboios já tinha sido anunciado pelo Itamaraty na semana passada, antes mesmo de a resolução da ONU sobre o cessar-fogo ter sido votada no Conselho de Segurança.Além de cidadãos brasileiros, os comboios que saíram do Vale do Bekaa também transportaram argentinos, paraguaios, colombianos e venezuelanos.As viagens foram organizadas pelo Consulado Geral do Brasil no Líbano e por líderes comunitários informais no vale, e a conta foi paga pelo governo brasileiro.

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