Kevin Lamarque/Arquivo/Reuters
Kevin Lamarque/Arquivo/Reuters

Celular que Hillary usava para e-mails não foi dado pelo governo

Departamento de Estado afirma que não forneceu aparelho e complica explicação da democrata sobre uso de conta pessoal 

O Estado de S. Paulo

13 Março 2015 | 17h30

WASHINGTON - O celular BlackBerry que Hillary Clinton usou para enviar e-mails de uma conta pessoal enquanto era secretária de Estado dos EUA não foi dado a ela pelo governo, afirmou o Departamento de Estado na quinta-feira 12.

Esse fato complica a explicação de Hillary sobre por que escolheu um endereço de e-mail privado para tratar de assuntos de trabalho. Hillary "não recebeu um BlackBerry do Departamento de Estado", afirmou a porta-voz Jen Psaki.

"Quando eu fui trabalhar como secretária de Estado, optei por conveniência em usar meu e-mail pessoal, o que foi permitido pelo Departamento de Estado, porque eu achei mais fácil carregar apenas um aparelho para meu e-mails de trabalho e pessoais ao invés de dois", afirmou Hillary na terça-feira.

A possível candidata democrata à presidência dos EUA em 2016 acrescentou, no entanto, que apesar de ter achado mais fácil carregar apenas um aparelho, "olhando para trás" talvez não tenha sido o mais inteligente a ser feito.

Os dados da sua conta de e-mail foram armazenados em servidor privado da casa de Hillary em Chappaqua, Nova York. Isso significa que todo o sistema de comunicação eletrônico dela - do aparelho ao servidor - foi mantido fora do Departamento de Estado.

Em 2009, quando Hillary assumiu o cargo de secretária de Estado, os aparelhos BlackBerry fornecidos pelo governo não poderiam ser usados para a configuração de contas de e-mail comerciais ou pessoais.

Se tivesse escolhido usar um aparelho do governo, ela teria de usar uma conta do governo. Se ela tivesse feito isso, os e-mails dela, tanto pessoais como profissionais, seriam mais acessíveis pelos congressistas, historiadores, jornalistas e outros que procuram informações sobre as ações e comunicações de Hillary como principal diplomata dos EUA.

Hillary optou, no entanto, em carregar apenas um aparelho, pessoal, tornando a obtenção do material mais difícil. Após as revelações sobre o uso de e-mail pessoal, ela entregou 55 mil páginas de cópias das mensagens para o Departamento de Estado afirmando que se tratavam dos assuntos profissionais tratados no e-mail. O resto, de conteúdo pessoal, foi deletado.

A lei americana determina que toda a comunicação dos funcionários do governo fiquem arquivadas nas respectivas agências e departamentos. /WASHINGTON POST

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