Cem mil protestam contra sentença de Saddam em Calcutá

Cerca de 100.000 pessoas participaram nesta quinta-feira de um protesto nas ruas de Calcutá contra a sentença de morte emitida contra o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Os manifestantes denunciavam o julgamento como farsa e condenavam o presidente dos EUA, George W. Bush, e suas políticas para o Oriente Médio. Um tribunal especial iraquiano sentenciou no começo do mês Saddam Hussein à morte pela matança de cerca de 150 muçulmanos xiitas depois de uma tentativa de homicídio contra ele em 1982. Discursando na manifestação, Biman Bose, líder do Partido Comunista da Índia, que convocou o protesto, acusou os EUA de violarem repetidamente a soberania de nações em desenvolvimento. Manifestantes portavam cartazes dizendo "Abaixo George Bush" e "Bush é o maior inimigo da humanidade". A polícia de Calcutá estimou a multidão em 100.000 pessoas. O estado de Bengala Ocidental, do qual Calcutá é a capital, é um bastião do Partido Comunista na Índia. Os comunistas têm promovido constantes protestos contra a recente aproximação da Índia com os EUA. "Fechei minha loja e vim para cá por uma grande causa", explicou S. Paul na manifestação. "Temos de resistir à hegemonia americana. Hoje é Saddam Hussein, amanhã pode ser algum outro chefe de Estado".

Agencia Estado,

16 Novembro 2006 | 14h58

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