Ariana Cubillos/AP
Ariana Cubillos/AP

Cenário: Ataque em Havana - Caracas e Moscou são suspeitos

A suspeita recai sobre aqueles que não têm interesse em ver avanços no relacionamento bilateral

Cláudia Trevistan, Correspondente / Washington , O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 05h00

O roteiro de Guerra Fria dos ataques “acústicos” contra americanos em Cuba não parece ter sido escrito por aliados de Raúl Castro no governo. Artífice da reaproximação entre os dois países, ao lado de Barack Obama, ele apostou na mudança de rumo, vista como crucial para reavivar a combalida economia local. 

A suspeita recai sobre aqueles que não têm interesse em ver avanços no relacionamento bilateral. Internamente, a lista é liderada pela linha dura do regime, que rejeita a possibilidade de abertura política e econômica. Fora da ilha, a Rússia é um suspeito óbvio, mas a Venezuela também é mencionada por integrantes da comunidade diplomática dentro de Cuba. 

Os dois países gostariam que Havana continuasse a ser uma pedra no sapato dos americanos na região. Por enquanto, nenhuma dessas suspeitas foi comprovada.Diplomatas estrangeiros em Cuba estão perplexos com os ataques, sobre os quais têm mais dúvidas do que respostas. Ninguém sabe ao certo o tipo de tecnologia utilizada nem quem está por trás das ações.   

Mas há consenso de que as consequências serão muito ruins para Cuba, que já enfrenta a destruição provocada pelo furacão Irma. O turismo é uma das principais fontes de receita da ilha e deverá sofrer com a má publicidade e o alerta do governo americano contra viagens ao país.

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