EFE/Jim Lo Scalzo
EFE/Jim Lo Scalzo

CENÁRIO: Em Defesa, republicanos e democratas agem igual

Por enquanto, eles evitam o tema, reservado aos debates da segunda etapa do processo eleitoral, a campanha pelo voto popular

O Estado de S. Paulo

02 de março de 2016 | 07h00

Democratas liberais, ou conservadores republicanos – diferentes em tudo. Quase tudo. Diante do gigante orçamento destinado à Defesa, os pré-candidatos dos dois partidos agem igual: evitam o tema, reservado aos debates da segunda etapa do processo eleitoral, a campanha pelo voto popular. 

É um dinheiro colossal: a despesa militar dos EUA prevista para 2016 chega a US$ 585 bilhões – 14,3% dos gastos federais. Ainda assim, o número é uma distorção da contabilidade, que não considera investimentos de longo prazo nem gastos com equipamentos ainda não operacionais. O orçamento correto da pasta, segundo analistas americanos ouvidos pelo Estado, passaria de US$ 1,2 trilhão. 

A China, segunda colocada em gastos, divulga sua previsão nos próximos dias. Deve ficar em cerca de US$ 100 bilhões. A Rússia, terceira, empenhada em resgatar a condição de super potência perdida com o fim da extinta União Soviética, não vai passar dos US$ 90 bilhões. 

O próximo ocupante do Salão Oval da Casa Branca terá de conviver com situações difíceis de explicar para o exigente contribuinte comum americano como o custo superior a US$ 1 bilhão cada do futurista navio ‘invisível’ de ataque com mísseis da classe Zumwalt, ou os US$ 400 bilhões aplicados até agora no frustrante projeto do caça F-35 Lightning – que, no final, pode sair por US$ 1 trilhão. 

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