Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
KHAMENEI.IR / AFP
KHAMENEI.IR / AFP

Cenário: Execução de cientista pode complicar esforços do governo Biden com o Irã 

Assassinato deve desencadear uma forte reação, assim como o ataque americano em 3 de janeiro que matou Qassim Suleimani, o major-general iraniano que comandava a força de elite Al-Quds, da Guarda Revolucionária

The New York Times, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2020 | 05h00

A morte de Mohsen Fakhrizadeh pode ter amplas implicações para o governo de Joe Biden. O assassinato deve desencadear uma forte reação no Irã, assim como o ataque americano em 3 de janeiro que matou Qassim Suleimani, o major-general iraniano que comandava a força de elite Al-Quds, da Guarda Revolucionária.

O ataque também pode complicar o esforço do presidente eleito para reviver o acordo nuclear de 2015, como ele prometeu fazer, se os iranianos concordarem em retornar aos limites acertados no pacto.

Donald Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã, em 2018, desfazendo uma conquista de política externa de seu predecessor, Barack Obama, e isolando o governo americano de seus aliados ocidentais. Trump impôs sanções severas ao Irã em um esforço para forçá-lo a voltar à mesa de negociações, o que os iranianos se recusaram a fazer.

Israel há muito tempo se opõe ao acordo nuclear. Se seus agentes forem de fato responsáveis pela morte de Fakhrizadeh, um homem considerado um herói nacional, poderia aumentar a pressão política no Irã para continuar como esforço de reconstruir o estoque de combustível nuclear do qual o país abriu mão, em 2015.

As autoridades americanas não quiseram comentar sobre o assassinato. Mas algumas fontes de inteligência argumentaram que a morte de Fakhrizadeh, a última de importantes cientistas nucleares do Irã, enviaria uma mensagem assustadora para os outros cientistas que trabalham no programa atômico: “Se conseguimos pegá-lo, podemos pegar você também”.

A morte de Fakhrizadeh ocorre apenas duas semanas depois de funcionários dos serviços de inteligência dos EUA confirmarem que o número 2 da rede Al-Qaeda foi executado a tiros nas ruas de Teerã por assassinos israelenses em uma motocicleta, em 7 de agosto, a mando do governo dos EUA.

Abdullah Ahmed Abdullah era conhecido pelo nome de guerra Abu Mohamed al-Masri e foi acusado de ser um dos idealizadores dos ataques contra duas embaixadas dos EUA na África, no Quênia e na Tanzânia, em 1998. Ele foi morto com sua filha, Miriam, viúva do filho de Osama bin Laden, Hamza bin Laden. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.