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Cenário: Mísseis modernos em aviões antigos limitam danos civis

Imagens de satélite apresentadas pelos EUA mostraram que os mísseis destruíram o centro de pesquisa em Damasco, um depósito subterrâneo e um armazém de estocagem de agentes químicos em Homs

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 05h00

As instalações militares da Rússia na Síria mudaram a rotina de suas operações antes do bombardeio de sábado. Na madrugada de quinta-feira, na base naval de Tartus, 7 dos 11 navios da marinha russa que estavam atracados – entre eles, dois submarinos da classe Kilo – foram enviados para fora da barra do litoral, cerca de 5,6 quilômetros, ou despachados para outros pontos na região.

A 50 km de distância, no complexo aéreo de Khmeimim, os voos de vigilância e coleta de informações foram suspensos. As missões são realizadas alternadamente por um grande jato Tu-214R, a versão de inteligência de um modelo comercial de 180 lugares, e por caças Sukhoi-34, equipados com kits de espionagem eletrônica. 

A base é ocupada por uma força expedicionária russa que cresceu desde 2016. Atualmente, além do grupo de observação aérea, o local atua com um esquadrão de tanques T-90, gigantes de 46 toneladas armados com canhões de 125 mm, e com blindados anfíbios BTR-82. A aviação de combate emprega caças supersônicos Su-24, Su-34 e os avançados Su-35. Um time de bombardeiros leves Su-25 realiza ataques de precisão. 

Imagens de satélite apresentadas ontem pelos EUA mostraram que os mísseis destruíram os três edifícios: o centro de pesquisa em Damasco, um depósito subterrâneo e um armazém de estocagem de agentes químicos em Homs.

O uso de aviões antigos e mísseis novos foi justificado pelo Pentágono como resultado da preocupação do comando em realizar a missão com o mínimo de danos à população civil. “Os mísseis voaram antes do amanhecer, as pessoas estavam em suas casas. Temos dados que indicam que apenas os objetivos militares foram atingidos”, disse o general Kenneth McKenzie. 

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