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Cenário: O alto peso político da linha Sarmiento

Envolvimento de ministros em desvios no setor desgastou o kirchnerismo na campanha de 2015

Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2017 | 05h00

Acidentes ferroviários mobilizam multidões em protestos e têm impacto direto na política argentina. Por isso, não é mais uma obra enterrar os trilhos da Sarmiento, linha com histórico trágico. Em 2011, um ônibus cruzou sob uma cancela semiaberta. Houve 11 mortos e 212 feridos. Em 2012, um trem colidiu contra a plataforma ao chegar a Buenos Aires. Morreram 51. 

O envolvimento de ministros em desvios no setor desgastou o kirchnerismo na campanha de 2015. Mauricio Macri beneficiou-se disso. Agora, ele é pressionado a explicar sua ligação com o primo Angelo Calcaterra, que em 2007 comprou a Iecsa do patriarca Franco Macri, numa transação em família.

Diante de acusações de conflito de interesses contra o presidente, Calcaterra tenta agora se desfazer da Iecsa. Este é um ano eleitoral. O Parlamento será renovado em outubro, numa votação que definirá a força com que Macri chegará na presidencial de 2019.

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