Lam Yik Fei/The New York Times
Lam Yik Fei/The New York Times

Cenário: Reputação de centro financeiro de Hong Kong está em risco

Intervenção chinesa em assuntos da ilha ameaçam manchar fama de Hong Kong entre investidores internacionais

Reuters, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2019 | 21h55

A oposição ao projeto de lei que permitiria extradições à China continental uniu vários grupos em Hong Kong, desde os geralmente pró-establishment – como empresários e advogados – até estudantes, figuras pró-democracia e religiosos. As alterações previstas na lei simplificariam as exigências para extradição de suspeitos procurados de acordo com a jurisdição, incluindo a China continental, Macau e Taiwan, além dos 20 países com os quais Hong Kong já possui tratados de extradição.

Governos estrangeiros expressaram preocupação. Alertaram para o possível impacto na reputação de Hong Kong como centro financeiro e para o fato de estrangeiros procurados na China correrem risco de ser presos em Hong Kong.

Essas preocupações ganharam destaque no sábado, depois que um juiz de um tribunal superior local assinou uma petição pública contra o projeto de lei e foi repreendido por seu chefe. Grupos de direitos humanos dizem que há uso de tortura, detenções arbitrárias, confissões forçadas na Justiça chinesa, bem como dificuldades para ter acesso a advogados.

As autoridades de Hong Kong defendem os planos, mesmo que estes tenham elevado o limiar de infrações passíveis de extradição para crimes com pena de sete anos ou mais. Elas citam medidas de proteção e argumentam que juízes independentes avaliarão primeiro os casos. Afirmam também que ninguém será extraditado se enfrentar perseguição, tortura política ou religiosa. Os ativistas não acreditam nisso.

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