Força Aérea do Chile
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Cenário: Segurança em voos na Antártida é rigorosa

Voar para a região só é permitido quando há certeza de que condições de vento e de visibilidade são propícias; 'Estado' fez trajeto em fevereiro em avião da Força Aérea Brasileira

Luciana Garbin, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 10h39

A preocupação com segurança costuma ser praticamente uma obsessão em voos antárticos. A região de cerca de 1,2 mil km de largura entre a ponta da América da Sul e a Ilha Rei George, onde ficam bases de Chile, Brasil e outros países, é conhecida pela possibilidade de rápida mudança meteorológica e não são raros os casos em que pilotos decidem voltar do meio do caminho.

O Estado fez um voo antártico em fevereiro de 2019 num Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira. É o mesmo modelo do cargueiro chileno que desapareceu no Mar de Drake na segunda-feira. 

Na ocasião, o voo só foi confirmado horas antes da decolagem. Só se percorre de avião o trajeto quando a chamada janela meteorológica está aberta, ou seja, se tem a certeza de que há condições propícias de vento e visibilidade ao longo do caminho. E por todo o tempo os pilotos ficaram em contato com bases de apoio em Punta Arenas e na própria Antártida, para receber atualizações sobre as condições do tempo.

Os chilenos são considerados muito experientes nesse tipo de voo. Na Base Aérea Antártica Presidente Eduardo Frei Montalva, eles mantêm o Aeródromo Tenente Rodolfo Marsh, onde pousam aviões de vários países, incluindo os Hércules da FAB. Os chilenos também são responsáveis pelas operações de resgate na Ilha Rei George durante o inverno, quando os mares congelam e a maioria dos navios não consegue operar na região.

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