EFE/EPA/KIM HEE-CHUL
EFE/EPA/KIM HEE-CHUL

Cenário: Sistema antimísseis é aposta de EUA e Japão

A revelação do teste realizado há três dias é a aparente precisão do sistema de navegação – o balístico de 20 toneladas e 12 metros cumpriu uma trajetória segura e caiu a exatos 500 km do ponto de disparo

Roberto Godoy , O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2017 | 05h00

O míssil disparado pela Coreia do Norte na madrugada de domingo é uma versão avançada do modelo Hwasong, com alcance de até 2,4 mil km, comprovado em testes de julho de 2016. A arma vem sendo desenvolvida há 20 anos – a 10.ª versão teria capacidade para atingir alvos a 4 mil km. A revelação do teste realizado há três dias é a aparente precisão do sistema de navegação – o balístico de 20 toneladas e 12 metros cumpriu “uma trajetória segura e caiu a exatos 500 km do ponto de disparo, a base de Banghyon” de acordo com comando militar japonês.

Para enfrentar essa tipo de ameaça e oferecer proteção a aliados, os EUA têm um míssil antimíssil, o SM-3 Block 22, provado há pouco mais de uma semana no Oceano Pacífico, ao largo do Havaí. 

O conjunto, embarcado em destróieres, funciona bem, “cumpre a missão”, segundo o secretário de Defesa, general James Mattis, mas custa caro: cada lançamento do interceptador não sai por menos de US$ 20 milhões. O primeiro ensaio foi um sucesso. O míssil, disparado pelo destróier John Paul Jones, atingiu e derrubou o alvo, um foguete balístico de médio alcance saído da ilha de Kauai. 

A ogiva do SM-3/2 não é explosiva – a carga é feita de metal extra rígido e seu peso é um dado considerado secreto. O consórcio construtor do sistema é binacional, formado pela americana Raytheon e a japonesa Mitsubishi.

 

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