EFE/Ralph Scott
EFE/Ralph Scott

Cenário: Sistema de defesa é fator de desequilíbrio e irrita China e Rússia

O sistema de Defesa de Grande Altitude, uma tradução livre da denominação em inglês, também pode ser um meio real e efetivo de garantir uma operação de ataque

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

27 Abril 2017 | 05h00

O sistema antimísseis Thaad que o Pentágono está instalando ao redor de Seul é mesmo um fator de desequilíbrio – avançado, poderoso e sobretudo eficiente. O alcance e alta precisão do radar NA/TPY-2 incomodam a China e a Rússia, no caso da crise da Península da Coreia; os governos dos dois países deixaram claro nas duas últimas semanas sua apreensão em relação à privacidade de voos de reconhecimento sobre águas internacionais ou da rotina de exercícios aéreos. É mais que isso: o sistema de Defesa de Grande Altitude, uma tradução livre da denominação em inglês, também pode ser um meio real e efetivo de garantir uma operação de ataque.

Uma bateria completa é formada por seis carretas lançadoras, cada uma delas equipada com oito mísseis – cada um de 900 quilos –, dois carros de comando e apoio, mais a central móvel do radar. O preço estimado do conjunto é de US$ 800 milhões, segundo uma análise da Rand Corporation, empresa de inteligência estratégica dos EUA. O míssil voa a 8,2 vezes a velocidade do som. Alcança alvos em um raio de 200 km, até 150 km de altura. Não poderia, acreditam especialistas da Rand, deter um dos foguetes intercontinentais de Pequim ou de Moscou, por exemplo, descendo desde o limite da estratosfera. Mas pode dar conta dos veículos de Pyongyang. 

O programa de desenvolvimento é antigo, começou em 1987 e só entrou na fase de produção industrial 21 anos mais tarde, em 2008. O valor total do investimento no projeto é mantido em cuidadoso sigilo, mas em 2000 era estimado em US$ 23 bilhões. A configuração mais avançada, a que foi levada para a Coreia do Sul, é de 2012.

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